Com a aprovação da Medida
Provisória 1017/2020, na Câmara dos Deputados, as empresas que possuem dívidas
em debêntures podem quitar ou renegociar as operações com o Fundo de
Investimento da Amazônia (Finam) e com o Fundo de Investimento do Nordeste
(Finor).
Debêntures são títulos de
dívida emitidos por empresas. Na prática, funcionam como uma espécie de
empréstimo que o investidor faz à companhia emissora.
Para as empresas que
quiserem quitar a dívida, o desconto previsto chega a 70%. A MP estabelece uma
nova base de cálculo indexação do débito a possibilidade de exclusão de encargos
e de juros de mora por inadimplência.
Já no caso de
renegociação, novos encargos, prazos de carência e de vencimento estão
previstos, alongando o débito em até sete anos, além do desconto de até 10%.
O deputado federal e
vice-líder do governo na Câmara, Evair de Melo, foi a favor da aprovação e
ressaltou que essas novas condições vão gerar resultados. “É uma conquista
muito grande para os empreendedores que estão há muitos anos com dívidas
absurdas com os fundos. O momento também é supor oportuno e será um gás para as
engrenagens da economia. Com as quitações, novos investimentos poderão ser
feitos e muitas empresas beneficiadas”, reforçou.
Histórico de dívidas
A dívida dos
empreendedores com os dois fundos chega a R$49,3 bilhões. Segundo o Executivo,
o índice de inadimplência das carteiras de debêntures chega a 99% em
consequência da complexidade do sistema, da alta carga moratória de juros e da
insegurança jurídica causada por várias mudanças legais. Isso se dá,
principalmente, entre os anos 1991 e 2000.
A MP foi criada com a
intenção de beneficiar as empresas, já que as dívidas se tornaram impagáveis, e
ajudar na criação de empregos. No lado contrário, o alto índice de
inadimplência atrapalha o investimento em novos empreendimentos.
Outro problema é que a
execução judicial dos débitos tem sido lenta e ineficiente. Dessa forma, os
fundos não conseguem reaver os recursos, e os empreendedores se mantêm
endividados e com pouca capacidade de investir em novos negócios e postos de
trabalho.
Fonte: Com informações da Agência Câmara de Notícias