Ajuda no combate à Covid-19 é um dos principais motivos que
fez o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) mais conhecido como Banco Brics, a
liberar mais de R$5 bilhões ao Brasil para apoiar a luta contra o vírus e seus
impactos econômicos.
O deputado federal, vice-líder do governo na Câmara e
presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio Internacional e do
Investimento (FrenCOMEX) Evair de Melo foi um dos principais articuladores, no
Congresso Nacional, para garantir o estabelecimento do NDB no Brasil.
Em 2020 o parlamentar
atuou em plenário, defendendo o projeto de decreto legislativo (PDL 657/19) a
favor da instalação de um escritório do NBD no estado de São
Paulo. “Depois de muito esforço para incluir esse projeto na pauta da Câmara,
conseguimos, com o apoio do parlamento e da Frente Parlamentar do Congresso
Nacional BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a aprovação
dessa matéria tão importante para a economia do país e que vem mostrando seus
bons resultados nos últimos meses”, comemorou Evair de Melo.
O financiamento do NDB faz parte de um programa de US$ 10
bilhões (cerca de R$ 54 bilhões) da instituição focado na luta contra a
pandemia de coronavírus. O Brasil deve receber no total 20% desse montante, o
equivalente a US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,8 bilhões).
O bloco Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e
África do Sul.
Banco do Brics
O NBD tem sede em Xangai, na China, e foi criado em 2014
durante a 6ª Cúpula dos Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China
e África do Sul – com o objetivo de mobilizar recursos para projetos de
infraestrutura e desenvolvimento sustentável nesses países. O Brasil dispõe de
4 projetos dentre os 41 já aprovados pelo NDB.
O escritório em São Paulo será o segundo escritório regional
do NDB no mundo. Em 2017, foi criado o Escritório Regional na África do Sul,
localizado em Joanesburgo.
Para a criação do banco, os países que compõem o Brics se
comprometeram a integralizar, cada um, 20% de um total de 10 bilhões de dólares
entre 2016 e 2022 para compor a nova instituição. O Brasil repassou 1 bilhão de
dólares, devendo o restante ser aportado em três parcelas programadas.
*Com informações CNN e Agência Câmara Notícias