É como diz o velho ditado popular:
“O bom filho à casa torna”. Na tarde desta terça-feira (22), passou um filme na
cabeça do vice-líder do Governo na Câmara,
deputado Evair de Melo, quando ele retornou ao Campus de Alegre do Instituto
Federal do Espírito Santo (IFES), onde aprendeu muito do que sabe e se formou como
Técnico em Agronomia. A diferença
é que desta vez Evair não foi estudar. Foi para compartilhar conhecimento e
experiências. Atendendo ao convite do diretor-geral do IFES de Alegre, Rômulo
Matos de Moraes, o parlamentar participou da Aula Magna do Curso de Bacharelado
em Agronomia, que aconteceu no auditório do campus e que simbolizou um
tradicional gesto acadêmico de “boas-vindas” aos novos alunos da instituição.
Convidado a fazer uso da palavra
durante a solenidade, Evair conteve a emoção e a saudade dos velhos tempos e
disse sentir-se honrado pelo convite e pela oportunidade de voltar ao lugar
onde sua jornada começou. Ele se dirigiu à turma para falar sobre como o Brasil
se tornou uma potência no setor agropecuário e como o país conseguiu atingir
uma produção rural capaz de gerar R$ 570 bilhões por ano.
“Nosso país é o quarto maior
exportador de produtos agropecuários do mundo e movimenta mais de US$ 100
bilhões por ano em exportações. Também lideramos as exportações mundiais de
café, carne bovina, frango, suco de laranja, açúcar e soja”, ressaltou o
deputado, que é vice-presidente da Frente
Parlamentar da Agropecuária e membro da Comissão de Agricultura da Câmara.
Segundo Evair, mesmo com pouco subsidio, os
produtores brasileiros são altamente competitivos. “Produzimos com menor uso de
pesticidas e elevado grau de preservação ambiental. Vendemos para mais de 200
países com qualidade e eficiência. Temos sustentabilidade na produção, respeito
ao meio ambiente e vocação para alimentar o mundo. E vocês, que hoje iniciam o
curso de Agronomia, em breve se tornarão profissionais com qualificação técnica
necessária para contribuir com o desenvolvimento da produção agrícola nacional
e com o aumento da nossa competitividade no mercado internacional”.
Em sua exposição aos novos alunos
do IFES, o parlamentar mostrou que em 40 anos, as áreas de plantio do Brasil
aumentaram de 38 milhões de hectares para 61 milhões. “Neste período, a
produção nacional de grãos e fibras aumentou de 58 milhões de toneladas para
240 milhões. Isso mostra que, com tecnologia e boas práticas agronômicas, é
possível aumentar a produtividade e reduzir o custo. Até porque, no Brasil, os
produtores não dependem de tantos subsídios como acontece em outros países que
também estão entre os maiores produtores do mundo”, disse ele.
Filho de pequenos agricultores do
interior do município de Conceição do Castelo, Evair de Melo também falou sobre
os cuidados na lavoura, o uso racional de fertilizantes, os rigores da
legislação ambiental e a importância de se produzir sem desmatar. O deputado
destacou, ainda, que as culturas de soja, milho, cana e algodão – utilizadas
principalmente como matéria-prima para produtos industrializados – concentram
81% dos pesticidas usados no país e que 60% desses produtos são herbicidas.
Abordando questões referentes ao
Código Florestal e à produção de renováveis como etanol e biodiesel, o
parlamentar encerrou sua apresentação aos novos alunos do IFES lembrando que 25%
das áreas preservadas do Brasil estão em propriedades rurais e que o país vai
honrar o “Acordo de Paris”, que tem como metas, até 2030, reduzir as emissões
de gás carbônico em 43%, reflorestar 12 milhões de hectares, recuperar 15
milhões de hectares de áreas degradadas e fazer com que 45% da energia elétrica
brasileira seja proveniente de fontes renováveis.
Além de técnico agrícola, Evair de
Melo é graduado em Administração de Empresas, com MBA em Gestão de Projetos.
Durante oito anos, ele atuou como secretário de Agricultura e Meio Ambiente do
município de Venda Nova do Imigrante e, por cinco anos, presidiu o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e
Extensão Rural (Incaper). Exercendo seu segundo mandato na Câmara dos
Deputados, ele já garantiu, de 2016 a 2022, recursos
de mais de R$ 87 milhões para investimentos no setor agrícola.