A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a Medida Provisória 994/20, que abre crédito extraordinário de R$ 1,995 bilhão para viabilizar a compra de tecnologia e a produção da vacina de Oxford contra o novo coronavírus. A MP será enviada ao Senado.
Vice-líder do governo na Câmara, Evair de Melo votou a favor da aprovação do projeto. "Nossa orientação foi SIM para MP n° 994, de 2020 que abre crédito
extraordinário, em favor do Ministério da Saúde. Devemos investir sempre mais e
mais em ciência e estudos que vão gerar melhorias na saúde para todos. São
quase R$2 bilhões para desenvolvimento de vacina contra Covid-19", declarou o parlamentar.
A vacina de Oxford está em fase de testes com voluntários no
Brasil e em outros países. Caso a eficácia seja comprovada, o Brasil pretende
produzir 100 milhões de doses, com previsão de distribuição da vacina por meio
do Sistema Único de Saúde (SUS) até o final do primeiro semestre de 2021.
Ao participar nesta quarta-feira de audiência da comissão
mista que acompanha as ações de combate à pandemia, o ministro da Saúde,
Eduardo Pazuello, disse que poucas vacinas atendem às necessidades do Brasil.
De acordo com o ministro, o governo monitora de perto 11 vacinas que estão na
fase 3 de testes (a última etapa) e já se reuniu com seis fabricantes. Mas,
segundo ele, um número ainda menor deve se mostrar viável para o Brasil no
curto prazo.
Debates em Plenário
A relatora da MP, deputada Mariana Carvalho, afirmou que a
aprovação da medida “traz esperança e renovação para que possamos voltar a nos
abraçar, a ter convivência e, acima de tudo, condição de salvar vidas no nosso
País”.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) destacou que a oposição abriu mão da obstrução para acelerar os investimentos em vacina. “Uma vacina que o presidente Bolsonaro diz que não deve ser obrigatória, desconsiderando a virulência e a mortalidade do vírus”, afirmou.
O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) afirmou que a votação da
proposta mostra que os partidos fazem oposição com responsabilidade e chamou
atenção para o aumento do número de infecções no País.
Fonte: Agência Câmara de Notícias