A Câmara aprovou nesta
terça-feira (11), o Projeto de Lei Complementar 146/19 que estabelece medidas
de estímulo à criação de startups - empresas focadas no desenvolvimento de
produtos ou serviços inovadores de base tecnológica com potencial de rápido crescimento
de forma repetível e escalável.
O texto do PLP que
institui o Marco Legal das Startups trata de aspectos relativos a definições
legais e ambiente regulatório; medidas de aprimoramento do ambiente de
negócios; aspectos trabalhistas; fomento ao desenvolvimento regional das
startups; participação do Estado neste tipo de empresa; alterações na Lei do
Simples para contemplar companhias nessa modalidade; e incentivos aos
investimentos.
O PLP cria o Inova
Simples, regime especial simplificado, com rito sumário para abertura e
fechamento de startups, de forma automática no site da Rede Nacional para
Simplificação do Registro da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). O
texto também dispensa essas empresas de taxas e demais custos para abertura,
inscrição, registro e demais obrigações cartoriais.
Um dos benefícios é
enquadrar as startups como sociedade anônima simplificada (SAS), nos mesmos
moldes das micro, com até R$360 mil em receita bruta anual, e pequenas, de
R$360 mil a R$4,8 milhões, empresas. A companhia sob regime da SAS pode ser
aberta ou fechada, além de constituída por pessoa física ou jurídica. Isso será
feito a partir da alteração do Estatuto da Micro e Pequena Empresa para
permitir que as startups possam ser enquadradas nesse regime especial.
O texto do PLP ainda
considera as empresas que fazem parte de cooperativas, visando desburocratizar
o setor. Nas palavras do relator do projeto, deputado Vinicius Poit (Novo/SP),
dessa forma a lei “contemplará o empresário individual, a empresa de responsabilidade
limitada, as sociedades empresariais, as sociedades simples e as sociedades
cooperativas”.
O deputado federal,
vice-líder de governo na Câmara e presidente da Frente Parlamentar do
Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo, é a favor da aprovação e ressaltou a
importância das startups na economia brasileira e inclusão das cooperativas na
proposta.
“Estamos vivendo o
momento das startups. As inovações não estão apenas em seus serviços e produtos
mas também na forma de ser empresa, revolucionando o mundo dos negócios. Essa
aprovação é uma oportunidade de crescimento tanto para as startups quanto
cooperativas e isso refletirá na criação de empregos e na movimentação da
economia. A união de forças é um passo importante para chegarmos mais longe”, afirmou.
A proposta já havia sido
aprovada na Casa mas sofreu ajustes no Senado. Com as considerações votadas,
agora seguirá para sanção ou veto do Presidente Jair Bolsonaro.