O deputado federal e
vice-líder de governo na Câmara, Evair de Melo, recebeu o também deputado
federal Zé Silva (Solidariedade-MG) em uma live para debater o Projeto de Lei
2633/20, que estabelece critérios para a regularização fundiária de imóveis da
União, incluindo assentamentos.
O deputado Zé Silva é o
relator da Medida Provisória 910/19 que originou o PL em conversão que está em
trâmite na Câmara. O texto trata da regularização fundiária das ocupações em
terras da União ou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra), por meio da alienação e da concessão de direito real de uso de
imóveis.
Com o objetivo de
esclarecer dúvidas da população, Zé Silva começou a live explicando o que a
regularização fundiária é um conjunto de projetos e ações que visam a
documentação de propriedade.
“Muitas pessoas estão na
terra e não tem escritura do local, eu costumo dizer que é como um cidadão sem
identidade e CPF. Para se ter uma ideia, nas cidades e no campo do Brasil, são
100 milhões de imóveis que não estão regularizados, ou seja, é como se fosse a
metade da população brasileira tivesse imóveis e a outra metade não tivesse,
pela falta de documento”, explicou.
A regularização dessas
terras se faz necessária para garantir qualidade de vida para os brasileiros,
principalmente os que estão no campo. Dos 100 milhões citados pelo deputado,
600 mil estão incluídas no plano de assentamento que está aguardando aprovação
do Incra. O PL discutido pelo vice-líder Evair e pelo relator da proposta se
concentra, principalmente, na região Amazônica que, segundo o relator, tem 272
mil pessoas em imóveis sem documentação.
“Essas pessoas do Sul do
Brasil, Minas Gerais, Goiás e até capixabas, foram convidadas pelo Governo
Federal a partir dos anos 1970 para povoar a região Amazônica e produzir. Tinha
até uma frase da época que dizia “plante que o João garante”. Essas pessoas
saíram de suas cidades, o governo não cumpriu o seu papel e estão lá até hoje.
Pode ser que o proprietário seja o neto do que foi para lá e continua sem
documentação. E se não tem o documento da terra, não pode fazer financiamento;
quando se vende uma produção, não pode fazer a nota fiscal; além do mais,
quando for aposentar, não tem nem jeito de comprovar que é produtor rural.
Precisamos cumprir o nosso papel nisso”, afirmou Zé Silva.
O vice-líder de governo
ressaltou a importância da regularização ao apontar a tranquilidade e segurança
que a legalização traz aos produtores que, a partir da documentação, podem
viver em sua terra sem o medo de que sejam despejados.
“Proporcionar segurança
aos produtores é contribuir para a qualidade de vida desses homens e mulheres
que estão no campo. E pensando em atender essas pessoas que, neste ano,
destinamos R$1,5 milhão do orçamento de emendas para acelerar o processo de
titularização das propriedades de pequenos produtores capixabas que ainda não
conseguiram colocar em ordem a documentação de suas áreas rurais junto ao
Incra. É nosso dever, como disse o Zé, dar celeridade a esse processo”,
concluiu Evair.
A proposta do PL já está na Câmara dos Deputados
e aguarda votação dos parlamentares. Para conferir todo o debate sobre o tema,
acesse a live completa: