Fomento ao agronegócio é o objetivo do deputado federal,
vice-líder do governo na Câmara, presidente da FrenCOMEX e vice-presidente da
Frente Parlamentar da Agropecuária, Evair de Melo.
Durante reunião com a diretoria da Frente Parlamentar da
Agropecuária e com o Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, Evair de
Melo falou sobre a emenda de texto que enviou à Comissão Mista de Planos,
Orçamentos Públicos e Fiscalização com o objetivo de habilitar R$100 milhões
para Apex-Brasil na Divisão de Promoção e Negociação de Temas do Agronegócio.
“O Ministério das Relações Exteriores, por meio do
Departamento de Promoção do Agronegócio, fomenta a produção de inteligência
comercial, a abertura de mercados e outras ações de promoção dos setores agroexportadores
brasileiros. Neste sentido, solicitei a suplementação de recursos para a
Apex-Brasil no intuito de haver maior divulgação do setor no comércio
exterior”, declarou o parlamentar.
As exportações do agronegócio foram de US$ 5,67 bilhões em
janeiro deste ano, o que significou recuo de 1,3% na comparação com janeiro do
ano passado (US$ 5,75 bilhões). De acordo com a Secretaria de Comércio e
Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(SCRI/Mapa), a queda nas exportações de soja em grão, de quase meio bilhão de
dólares, explica o recuo das exportações do agronegócio no mês de janeiro.
Essa redução foi compensada, em grande parte, pelo aumento
do valor exportado de quatro produtos: milho (+42,5% ou +US$ 148,96 milhões em
valores absolutos), açúcar de cana em bruto (+35,6% ou + US$ 141,06 milhões em
valores absolutos), café verde (+30,2% ou +US$ 108,05 milhões) e farelo de soja
(+28,3% ou +US$ 99,17 milhões em valores absolutos).
A queda nas exportações do agronegócio (-1,3%) em conjunto
com o aumento das exportações dos demais produtos (+4,5%) fez com que a
participação do agronegócio nas exportações brasileira declinasse de 39,6% em
janeiro de 2020 para 38,3% em janeiro deste ano.
As importações de produtos do agronegócio, por sua vez,
aumentaram 6,5%, passando de US$ 1,22 bilhão (janeiro/2020) para US$ 1,30
bilhão em janeiro de 2021. O saldo da balança resultou em US$ 4,37 bilhões.
As vendas externas de milho foram preponderantes no setor de
cereais, farinhas e preparações, atingindo US$ 499,86 milhões (+42,5%), com
alta de 22,1% no volume exportado e 16,7% no preço médio de exportação do
cereal.
Segundo a SCRI, os embarques de milho iniciaram trajetória
ascendente a partir de agosto de 2020, em função do atraso na colheita da
segunda safra no ano passado, por questões climáticas.
As exportações de açúcar de cana em bruto foram recordes em
volume em janeiro, com 1,85 milhão de toneladas (+31,7%). O produto brasileiro
segue trajetória positiva iniciada em 2020, em virtude de quedas de produção
nos principais produtores asiáticos, que estimulou a recuperação de preços
internacionais e os valores exportados da commodity.
Os embarques de café verde registraram US$ 466,20 milhões
(+30,2%). O volume exportado de café verde foi recorde para os meses de
janeiro, chegando a 221,88 mil toneladas (+35,8%).
O farelo de soja em janeiro foi o destaque do setor complexo
soja (grãos, farelo e óleo) atingindo US$ 449,59 milhões, alta de 28,3%. As
vendas foram influenciadas pela elevação dos preços médios em 27,2%, já que os
volumes permaneceram praticamente os mesmos comparados a janeiro de 2020
(+0,8%). A alta de preços reflete o baixo estoque de passagem da soja em grão
nos principais exportadores mundiais, como os Estados Unidos e Brasil.
O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados
pelo Brasil teve aumento de 1,2% entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021,
enquanto o índice de quantum recuou 2,5%. De acordo com a análise da SCRI, esse
comportamento já reflete o aumento dos preços internacionais das s ocorrido a
partir de maio de 2020, e que continua no princípio de 2021.
Por outro lado, a queda do índice de quantum das exportações
do agronegócio brasileiro pode ser explicada pela forte queda da quantidade
exportada de soja em grão, ocorrida em função do baixo estoque de passagem, do
atraso no plantio da safra 2020/2021 em função da seca, e, posteriormente, do
atraso nas áreas de colheita em decorrência das chuvas.
*Com informações Ministério da Agricultura