Na
última quarta-feira (3), o deputado federal e vice-líder do governo Evair de
Melo, participou de uma reunião sobre a MP 1034/2021, na sede da Secretaria de
Estado de Governo. A medida provisória propõe a extinção do Regime Especial da
Indústria Química, um importante incentivo fiscal para a produção petroquímica.
Na prática, a MP 1034 representa o aumento de impostos em um país onde a carga
tributária já é muito superior à dos seus concorrentes, diminuindo ainda mais a
competitividade do setor.
Segundo a Associação
Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), a medida provisória coloca em risco
operações locais e entre 60 mil e 80 mil postos de trabalho. Revogar o Regime
Especial é ampliar, através do aumento de impostos e falta de incentivos
fiscais, uma crise que o setor já enfrenta há anos e que foi agravada pela
pandemia.
Para
André Passos Cordeiro, Diretor de Relações Institucionais da ABIQUIM, o término
do regime — sem redução de custos — terá efeitos profundamente negativos sobre
a economia brasileira. “É preciso fazer uma reforma tributária que reduza o
custo dos impostos para a indústria antes de extinguir qualquer regime especial
“, afirma.
A
reunião também contou com a presença do presidente da ABIQUIM, Ciro Marino,
além do deputado federal e chefe da Frente Parlamentar da Química, Afonso
Motta. Após a deliberação, foi solicitada a reavaliação da decisão de extinguir
o Regime Especial da Indústria Química. As autoridades da Segov comprometeram-se
a retomar o tema com os órgãos envolvidos e dar um retorno à FPQ e à ABIQUIM.