Foto: Frente Parlamentar da Agropeci
Cerca de 27 parlamentares estiveram presentes na reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária, no início da tarde desta terça-feira (12). Na pauta do encontro, o endividamento agrícola, com a presença do subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Economia, Rogério Miranda. Ele apresentou alternativas que podem ajudar os produtores rurais a sanarem suas dívidas.
A proposta de renegociação trazida pelo governo federal é de que os produtores rurais se reúnam em pequenos grupos, em uma espécie de consórcio, formando um fundo financeiro como forma de garantia para novos créditos junto ao Banco Nacional Desenvolvimento Social (BNDES). O sistema de aval cruzado teria grupos de 10 a 12 produtores que se avalizariam entre si. Além do produtor, indústria, banco e tesouro também participariam do fundo, já que estes últimos têm a intenção mitigar os riscos. Com a redução do risco, os juros ficariam mais baixos. A intenção é trazer de volta par o mercado ativo o produtor que se inviabilizou pelo crédito.
A proposta preliminar do Ministério da Economia ainda será discutida pela Frente. “O que estamos passando agora para o produtor e para a cadeia produtiva é que se quebrar o produtor, todo mundo perde. Essa solidariedade tem que ser integrada. Ter uma inflação a 3,5% e os juros chegando a essas pessoas a 17 ou 18% com certeza não é financiamento, é um sócio oculto”, diz o presidente da FPA, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que afirmou que só os arrozeiros, por exemplo, têm uma dívida bancária de R$1,3 bilhões, sem contar as demais dívidas para terceiros.
O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) reforçou que irá trabalhar junto com a FPA para poder apresentar ao setor uma saída sustentável para o produtor rural. “Agricultura é negócio a céu aberto e não tem contracheque. Estamos vulneráveis às mudanças climáticas, ao andar da carruagem da economia e de diversos outros fatores e o que pedimos é apenas uma oportunidade para continuar sendo o principal pilar da economia e, ao mesmo tempo, honrar nossos compromissos”.
Com informações da FPA