Evair de Melo e CECAFÉ acionam governo dos EUA e pedem exceção para o café brasileiro após tarifa de 50%

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O deputado federal Evair de Melo (Progressistas/ES) enviou uma série de ofícios a autoridades americanas, como o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Vice-Presidente, James David Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio e à Embaixada dos EUA no Brasil, pedindo que o café brasileiro seja incluído na lista de exceções à tarifa adicional de 50% aplicada às importações do Brasil. Os documentos foram elaborados em conjunto com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A ofensiva ocorre após a Ordem Executiva do dia 30 de julho de 2025 assinada por Trump, que confirmou a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — incluindo o café. Em nota, no dia 31 de julho, o Cecafé informou que seguiria atuando com entidades americanas para que o café integre a futura lista de isenções do Governo dos EUA. 

Nos ofícios enviados as autoridades americanas, o parlamentar aponta que o Brasil é o principal fornecedor de café ao mercado norte-americano, sendo responsável por mais de 30% das importações dos EUA, e afirma ainda que o setor é relevante para a economia americana, sustentando milhões de empregos e movimentando centenas de bilhões de dólares por ano.

O deputado solicita, “dentro das respectivas competências”, que o Executivo Americano considere a inclusão do café brasileiro nas exceções à tarifa e que os membros do gabinete sejam formalmente informados para avaliar medidas sobre o tema.

No ofício direcionado à Embaixada dos EUA em Brasília, Evair de Melo solicita o encaminhamento do pleito às autoridades americanas — entre elas o Presidente, o Vice-Presidente e os secretários de Estado, do Tesouro, da Justiça, do Interior, da Agricultura e do Comércio — e reforça o pedido para que o café entre na lista de exceções vinculada à ordem de 30 de julho.  

Carta a Marco Rubio

Na carta direcionada ao Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o parlamentar solicita o apoio do Departamento de Estado para a inclusão do café nas isenções e a comunicação do assunto aos demais integrantes do governo americano.

“Essa cobrança não pune governos; pune produtores, cooperativas e encarece a xícara do consumidor americano, ameaçando empregos em toda a cadeia do café. O café não é o problema — é parte da solução. O que pedimos é simples: previsibilidade, comércio leal e respeito a uma parceria que sempre beneficiou Brasil e Estados Unidos.”, afirma o deputado capixaba Evair de Melo.

Contexto econômico

De acordo com o Cecafé, o café brasileiro representa mais de 30% do mercado nos EUA e os Estados Unidos são o principal destino das exportações do produto (16%). O setor movimenta US$ 343 bilhões por ano na economia americana e sustenta mais de 2,2 milhões de empregos. A entidade alerta que manter a tarifa tende a elevar preços ao consumidor.   

Além do café, Evair de Melo informou que já iniciou a mesma articulação para outros setores estratégicos e relevantes para a economia do Estado do Espírito Santo, como o gengibre e as rochas naturais. A ideia é sensibilizar as autoridades americanas para os impactos das tarifas nesses segmentos, preservar competitividade e proteger empregos ao longo das cadeias produtivas capixabas. Segundo o deputado, o movimento envolve diálogo com entidades setoriais e o envio de novos ofícios às autoridades competentes dos EUA.

Documentos na íntegra:

Ofício à Embaixada dos EUA no Brasil (30.jul.2025), n.º 0349/GAB443/2025. 
Ofício ao Presidente Donald J. Trump (30.jul.2025), n.º 0351/GAB443/2025. 
Ofício ao Vice-presidente J.D. Vance (30.jul.2025), n.º 0350/GAB443/2025. 
Ofício ao Secretário de Estado Marco Rubio (30.jul.2025), n.º 0352/GAB443/2025. 
Nota do Cecafé.