Mais de R$2.5 bilhões para que o Brasil no consórcio
internacional de vacinas Covax Facility, conduzido pela Organização Mundial de
Saúde (OMS) e outras entidades. O deputado federal, vice-líder do governo na
Câmara e coordenador do Comitê de Crise da COVID-19 no Congresso Nacional,
Evair de Melo foi o relator da MP 1004/2020 que destina o valor para o
Ministério da Saúde.
A estimativa é de que, até o fim do primeiro semestre, o
Brasil receba 10,6 milhões de doses de vacinas por meio do consórcio. A adesão
do País ao Covax Facility foi viabilizada pela Lei 14.121/21, derivada da MP
1003/20, sancionada com vetos hoje.
A MP foi aprovada com o parecer favorável do deputado Evair
Vieira de Melo (PP-ES). "O crédito extraordinário é necessário para
assegurar o acesso do Brasil a mais vacinas contra a Covid-19",
justificou.
Execução orçamentária
De acordo com relatório de acompanhamento da Consultoria de
Orçamento da Câmara dos Deputados, do total liberado pela MP, foram executados
R$ 830,9 milhões até 1º de março.
Esse valor é um pouco maior que a soma do pagamento inicial
exigido, de R$ 711,6 milhões, mais a garantia de compartilhamento de riscos, de
R$ 91,8 milhões. O montante restante (R$ 1,68 bilhão) será usado para pagar pelas
vacinas propriamente ditas.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou por que o
governo não utilizou mais dos recursos para comprar vacinas contra Covid-19.
"A MP foi editada em outubro", comentou.
Países pobres
A iniciativa Covax Facility pretende garantir uma produção
mínima de cerca de 2 bilhões de doses em 2021, com possibilidade de mais 1
bilhão de doses, a serem distribuídas a países com renda per capita baixa ou
média.
Além dos acordos com várias farmacêuticas – Pfizer, Novavax,
Johnson & Johnson, AstraZenca, entre outras – o consórcio conta com o
aporte financeiro de países ricos. Recentemente, líderes do G7, que reúne as
sete maiores economias do mundo ocidental, anunciaram que irão dobrar seu apoio
coletivo à vacinação antiCovid, com 7,5 bilhões de dólares (R$ 40,8 bilhões)
adicionais.
*Com informações Agência Câmara de Notícias