Em reação à tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o deputado federal Evair de Melo (Progressistas-ES) enviou ofício à Confederação Nacional da Indústria (CNI) solicitando uma articulação conjunta para mitigar os efeitos da medida, que ele classificou como "sem respaldo técnico ou econômico plausível" e uma "ameaça concreta à indústria nacional".
No documento, Evair manifesta preocupação com os impactos sobre setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio, a mineração e as exportações industriais. O parlamentar destaca a estimativa de prejuízos diretos que podem ultrapassar os US$ 135 milhões, afetando especialmente pequenos e médios produtores rurais, além de comprometer cadeias produtivas inteiras como o café, as frutas tropicais, o setor de rochas ornamentais e a logística portuária.
Entre as entidades mencionadas para participação nas agendas internacionais estão:
- Cecafé (setor cafeeiro)
- Abrafrutas (frutas tropicais)
- Centrorochas (rochas ornamentais)
- Brapex (produtores de mamão)
- Sindiex (comércio exterior do Espírito Santo)
Evair também propôs que a CNI organize uma missão empresarial oficial aos Estados Unidos, com a participação dessas entidades e outras representações do setor produtivo, para tratar diretamente com autoridades e instituições americanas e internacionais.
Além disso, o deputado solicitou que a CNI encaminhe manifestação técnica com dados e análises sobre os impactos setoriais da tarifa, para subsidiar os trabalhos da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que foi proposta por ele (Requerimento nº 2757/2025) com o objetivo de acompanhar e reagir aos efeitos da medida americana.
“Nosso mandato segue mobilizado em defesa da competitividade brasileira e do direito de exportar com previsibilidade. É hora de unir esforços técnicos, políticos e institucionais para proteger empregos, investimentos e a soberania econômica do país”, declarou Evair.