O Brasil será um
dos protagonistas da 26ª edição da Conferência das Partes (Conference of
Parties) COP 26, que acontecerá em Glasgow a partir do próximo dia 31 de
outubro. No encontro anual para monitorar e revisar a implementação da
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, cerca de 200 países
deverão apresentar seus planos de corte de emissões de gases de efeito estufa —
conforme estabelecido no Acordo de Paris.
Visando uma
apresentação firme e exemplar do Brasil, o deputado federal e vice-líder do
governo na Câmara Evair de Melo protocolou um requerimento de urgência 2271/21
para a votação do Projeto de Lei 528/2, que institui o Mercado Brasileiro de
Redução de Emissões (MBRE) e irá regular a compra e venda de créditos de
carbono no País. O requerimento foi assinado por 19 parlamentares.
“Com o apoio de
diversas lideranças do congresso nacional protocolei um requerimento de
urgência ao PL 528/21 para que o Brasil apresente na COP 26 uma normativa
exemplar sobre o mercado de crédito de carbono. Os mercados internacionais
geram um “Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira”, podendo levar a uma
cobrança de tarifa adicional sobre produtos brasileiros, trazendo prejuízo à
cadeia produtiva nacional e gerando perda de competitividade econômica. Nosso
objetivo é assegurar o preço do carbono, protegendo o Brasil de tarifas externas já anunciadas”, explicou o parlamentar.
Crédito de carbono
é um certificado que atesta e reconhece a redução de emissões de gases do
efeito estufa (GEE), responsáveis pelo aquecimento global. Pelo projeto, um
crédito de carbono equivalerá a uma tonelada desses gases que deixarem de ser
lançados na atmosfera.
Estes créditos
estarão atrelados a projetos de redução ou remoção de GEE da atmosfera, como um
projeto de reflorestamento, por exemplo. Essa redução será quantificada (em
toneladas de gases) e convertida em títulos, conforme regras previstas na
proposta.Os títulos gerados serão negociados com governos, empresas ou pessoas
físicas que têm metas obrigatórias de redução de emissão de GEE, definidas por
leis ou tratados internacionais.
Saiba mais sobre o Projeto de Lei
A criação do MBRE
está prevista na lei que instituiu a Política Nacional de Mudança do Clima (Lei
12.187/09), e é uma recomendação do Protocolo de Quioto, tratado internacional
ratificado pelo Brasil que prevê a redução da concentração de GEE no planeta. A
proposta, apresentada pelo deputado Marcelo Ramos (PL-AM), regulamenta os
principais pontos do novo mercado, como natureza jurídica, registro,
certificação e contabilização dos créditos de carbono. Também fixa um prazo
(cinco anos) para o governo regulamentar o programa nacional obrigatório de
compensação de emissões de GEE.
O texto prevê,
ainda, a criação de um mercado voluntário de créditos de carbono, que se
destina à negociação com empresas ou governos que não possuem as metas
obrigatórias de redução de GEE, mas desejam compensar o impacto ambiental das
suas atividades. Eles poderão investir em projetos que visam reduzir as
emissões de carbono na atmosfera. As transações no mercado voluntário serão
isentas de PIS, Cofins e CSLL.
Todos os projetos
de redução de GEE e as negociações dos créditos de carbono serão registrados
por um sistema eletrônico, gerido pelo Instituto Nacional de Registro de Dados
Climáticos (INRDC), órgão de natureza privada fiscalizado pelo Ministério da
Economia, que indicará parte da diretoria.
Evair de Melo realizou ações efetivas relacionadas
a participação do Brasil na COP 26
Vice-líder do
governo na Câmara, o deputado federal Evair de Melo tem atuado de maneira
concreta na preparação da apresentação e posicionamento do Brasil na
Conferência das Partes (Conference of Parties) COP 26. Em setembro, o
parlamentar, juntamente com a Frente Parlamentar do Saneamento, se reuniu com o
ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para entregar o ofício
sobre o posicionamento na COP-26 do Saneamento Básico. O setor detém 380
milhões de toneladas de CO2 disponíveis para negociação no âmbito do maior
programa ambiental do planeta.
Na oportunidade,
Evair de Melo seguiu para o Ministério do Meio Ambiente, onde se reuniu com o
ministro Joaquim Leite e o entregou o mesmo ofício. O objetivo é criar e
aprimorar políticas públicas que tragam dignidade a população que ainda sofre
com as mazelas de anos de descaso com o saneamento.
Em outubro, na
qualidade de vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA),
Evair esteve presente na reunião-almoço
organizada pela Frente para o debate sobre a participação do Brasil na COP 26.
Na ocasião, o parlamentar destacou o esforço da FPA em desenvolver o agro de
forma harmoniosa com a natureza. “Reitero nossa missão de coordenar ações que
possibilitem o desenvolvimento do setor de forma sustentável, contem com o
nosso trabalho!”, declarou.
Confira os parlamentares que assinaram o
requerimento de urgência de autoria de Evair de Melo:
1. Deputado Evair
Vieira de Melo (PP/ES)
2. Deputado Joaquim
Passarinho (PSD/PA)
3. Deputada Mariana
Carvalho (PSDB/RO)
4. Deputado
Professor Alcides (PP/GO)
5. Deputado Geninho
Zuliani (DEM/SP)
6. Deputado Danilo
Forte (PSDB/CE)
7. Deputada Carla
Zambelli (PSL/SP)
8. Deputado Ted
Conti (PSB/ES)
9. Deputado Rodrigo
Agostinho (PSB/SP)
10. Deputado Pedro
Lupion (DEM/PR)
11. Deputado Átila
Lira (PP/PI)
12. Deputado Isnaldo
Bulhões Jr. (MDB/AL) - LÍDER do MDB
13. Deputado
Antonio Brito (PSD/BA) - LÍDER do PSD
14. Deputado Cacá
Leão (PP/BA) - LÍDER do PP
15. Deputado Efraim
Filho (DEM/PB) - LÍDER do DEM
16. Deputado
Rodrigo de Castro (PSDB/MG) - LÍDER do PSDB
17. Deputado Danilo
Cabral (PSB/PE) - LÍDER do PSB
18. Deputado Bohn
Gass (PT/RS) - LÍDER do PT
19. Deputado Vitor
Hugo (PSL/GO) - LÍDER do PSL
*Com informações da
Agência Câmara de Notícias