O temporal que aconteceu no dia 31 de março de 2021 em
grande parte do Espírito Santo, deixou um rastro de muitas perdas. No interior
do estado, as chuvas de granizo destruíram lavouras inteiras e a previsão é de
colheita zero em algumas delas.
A equipe do deputado federal e vice-líder da Câmara, Evair
de Melo, visitou alguns desses locais para auxiliar as famílias que sofreram
perdas nessa tragédia.
O deputado federal, vice-líder do governo na Câmara e
vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Evair de Melo, enviou o
ofício nº 0075/GAB443/2021 solicitando ao BANDES (Banco de Desenvolvimento do
Estado do Espírito Santo) crédito especial para famílias atingidas pela
catástrofe do dia 31 de março.
O pedido partiu da conquista do prefeito de Vargem Alta, Elieser
Rabello que em reunião com com o diretor-presidente do Bandes, Munir Abud de
Oliveira conseguiu essa linha de crédito poderá chegar até R$ 200 mil reais,
mínimo de 3 anos de carência, com taxa anual da Selic (2,75 a.a.) e com 60
meses para pagar.
Evair de Melo explica o motivo de enviar a solicitação ao
Bandes para que esse crédito seja expandido a todos os produtores rurais do
Espírito Santo. “Os municípios atingidos por esses vendais e chuvas de granizo,
já providenciaram seus respectivos decretos de situação de emergência ou de
calamidade e, portanto, seria importante que o BANDES adotasse todas as
providencias necessárias para viabilizar as melhores condições de acesso ao
crédito aos produtores rurais que residem nos municípios atingidos, como feito
pelo município de Vargem Alta”, defendeu o parlamentar.
Saiba como funciona a
linha de crédito
Os produtores precisarão de um laudo técnico do Incaper,
comprovando as percas em suas propriedades. Não será necessário avalista,
podendo utilizar de sua propriedade como garantia.
O colono, meeiro ou parceiro poderão também ter uma linha de
crédito menor, podendo chegar até R$ 20 mil reais, desde que comprove uma
garantia. Poderão ainda ser incluídos no Fundo de Aval do Estado, caso tenham
as prerrogativas necessárias para conseguir tal auxílio.
Para que isso se concretize, essa alternativa de crédito
deverá passar pela Assembleia Legislativa, sendo aprovada, poderá contribuir
com os produtores afetados por essas e por outras situações de emergência ou de
calamidade.
Municípios atingidos:
Vargem Alta
Os moradores e agricultores de Vargem Alta também perderam
suas produções. Em Pombal, casas e indústrias tiveram seus telhados arrancados
e destruídos, florestas de eucalipto
foram decepadas e lavouras inteiras de café e banana foram
destruídas. Em Capivara, a situação das
residências era a mesma. O prejuízo na agricultura foi, além das já mencionadas,
na produção de milho.
Em Jacutinga, após quatro dias do temporal, ainda havia gelo
em algumas propriedades. O saldo das fortes chuvas foi a destruição total de
lavouras de café, abacate e banana. Alguns agricultores não possuem seguro de
suas plantações e o prejuízo pode chegar a R$ 500 mil, com a colheita zerada.
As comunidades de Vila Maria, Taquarussu, Fruteiras Novas e
São José de Fruteiras, que ficam às margens da Rodovia ES-164, responsável por
ligar a BR-262 à Vargem Alta, também foram atingidas pela chuva de granizo e
ventos.
Alegre
No município de Alegre, as casas também tiveram seu telhado
destruído e muitas famílias perderam tudo. Para ajudar essas pessoas, doações
de colchões, roupas, móveis e telhas podem ser feitas.
O contato com o responsável pelas doações, William, pode ser
feito através do número (28) 99984-3185. Ele é morador da região dos distritos
de Café, Roseira e Paraíso, em Alegre.
Jerônimo Monteiro e
São Domingos do Norte
Em Jerônimo Monteiro, foi feito o mapeamento e cobertura
provisória dos telhados com lonas, até que as telhas novas cheguem. Na ação
promovida pelos vereadores, prefeitura e Defesa Civil, foram contabilizadas 50
residências prejudicadas pela chuva de granizo, no bairro Santa Clara. Dessas,
37 já foram cadastradas pela Defesa Civil.
Já em São Domingos do Norte, no município do norte do
estado, o prejuízo foi nos cafezais. Como em outras regiões visitadas, em
Córrego Sabiá, a chuva de granizo devastou as lavouras de café.