Facções viram problema internacional e Evair de Melo exige que o governo do PT saia do silêncio

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Deputado lidera ação na Câmara para exigir do Itamaraty informações sobre articulações com os EUA que podem enquadrar facções brasileiras como terroristas

Em mais uma iniciativa firme de enfrentamento ao crime organizado, o deputado federal Evair de Melo (Republicanos/ES) protagonizou, na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), a aprovação de requerimento que cobra do governo federal acesso a todas as comunicações diplomáticas com os Estados Unidos sobre a possível classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

A medida, de autoria de Evair, exige transparência total do Itamaraty sobre notas diplomáticas, posicionamentos oficiais e avaliações internas do governo diante de um tema que pode impactar diretamente a imagem do Brasil no cenário internacional e a segurança nacional.

“O Brasil não pode ser surpreendido nem tratado como espectador enquanto o crime organizado brasileiro ganha dimensão global. Estamos falando de facções que já ultrapassaram fronteiras e desafiam o Estado. Isso exige postura firme, estratégia internacional e, acima de tudo, transparência”, afirmou o parlamentar.

A iniciativa ocorre em meio a um movimento crescente de autoridades estrangeiras que avaliam classificar organizações criminosas como grupos terroristas medida que permite, entre outros efeitos, o congelamento de ativos, sanções financeiras e restrições globais a qualquer tipo de apoio a essas organizações.

Para Evair, esse cenário representa uma mudança estrutural na forma de combate ao crime: deixa de ser um problema interno de segurança pública e passa a ser tratado como ameaça à segurança internacional.

“O enquadramento dessas facções como terroristas muda completamente o jogo. Ativa mecanismos internacionais rigorosos, com efeitos diretos no sistema financeiro, no comércio e na reputação do Brasil. O governo precisa dizer claramente qual é sua posição — e até agora, o que vemos é silêncio e omissão”, criticou.

No requerimento aprovado, o deputado também questiona se o Ministério das Relações Exteriores avaliou os impactos diplomáticos, econômicos e reputacionais dessa possível classificação, incluindo reflexos sobre o sistema financeiro internacional e as relações comerciais do país.

Evair tem sido uma das vozes mais incisivas no Congresso ao defender o enfrentamento duro ao crime organizado, inclusive com o reconhecimento do caráter transnacional e, em muitos casos, terrorista das facções brasileiras.

“Não dá mais para tratar facção como ‘crime comum’. Estamos lidando com estruturas organizadas, violentas, que impõem medo, dominam territórios e operam internacionalmente. Isso é terrorismo na prática e precisa ser enfrentado como tal”, reforçou.

A aprovação do requerimento consolida o protagonismo do deputado na pauta de segurança internacional e pressiona o governo federal a se posicionar de forma clara diante de um tema sensível, que pode redefinir o papel do Brasil no combate global ao crime organizado.