Parlamentares e membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), juntamente a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina e o Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto de Oliveira Campos Neto, se reuniram no final da tarde desta terça-feira (21) para tratar dos custos que geram o encarecimento do crédito rural no Brasil. Os números sobre os investimentos feitos na agricultura capixaba, mostram como a área possui demandas a serem aplicadas.
Segundo o Banco Central do Brasil (Bacen), no ano de 2018 foram contratas apenas 28,9 mil operações, mostrando uma queda de 58% em relação ao ano de 2014, no estado do Espírito Santo.
Durante solenidade que acontecerá a próxima semana, organizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) será lançado o Grupo de Trabalho (GT) composto pelo Banco Central do Brasil (Bacen), Ministério da Economia, Ministério da Agricultura, FPA e a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) para discutir as questões que inibem os grandes bancos de oferecerem o crédito rural. Dentre elas podem ser destacadas a Recuperação Judicial, a taxa de retorno pequena, e alguns entraves na lei que dificultam a recuperação de garantias.
O Deputado Federal e presidente da Frencoop, Evair de Melo, sugeriu ainda durante a reunião, que fizessem uma análise em relação ao Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) com o Bacen, citou os segmentos prudenciais de instituições financeiras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da RESOLUÇÃO Nº 4.553, DE 30 DE JANEIRO DE 2017, na busca de uma flexibilização de exigências prudenciais, para diminuir os custos das operação do setor cooperativista de crédito, em especial daquelas instituições enquadradas nos segmentos S3 e S4.
Segundo a citada Resolução, o segmento S3 é composto pelas instituições de porte inferior a 1% (um por cento) e igual ou superior a 0,1% (um décimo por cento) do PIB; o segmento S4 é composto pelas instituições de porte inferior a 0,1% (um décimo por cento) do PIB.
“Em ambos os segmentos, o cooperativismo de crédito tem grande protagonismo na pulverização do crédito rural pelo país. O grupo de trabalho tem como maior objetivo encontrar soluções que beneficiem a todos para atender os produtores rurais”, ressaltou o parlamentar.