Considerado pelo
deputado federal Evair de Melo como uma das grandes entregas do seu mandato, o
selo ARTE acaba de ser ampliado no Espírito Santo: nesta sexta-feira, 22 de
outubro, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo assinou
a Instrução Normativa nº 17 que inclui as categorias de produtos de abelha,
pescados, carnes, ovos, leite e derivados como aptos a receber a certificação.
Até então, no estado, apenas produtores de Socol receberam o selo.
A publicação foi
comemorada por Evair de Melo, autor do projeto que originou a certificação.
“Esta é mais uma grande notícia para o agro capixaba. Receber o selo ARTE
amplia o potencial dos nossos produtos a nível estadual e nacional,
impulsionando os produtores artesanais do nosso Espírito Santo”, afirmou o
parlamentar.
A lei do selo ARTE
foi sancionada no dia 18 de julho de 2019, após a aprovação de um projeto de
lei de autoria de Evair de Melo. A certificação permite que produtos como
queijos, embutidos, pescados e mel possam ser vendidos livremente em qualquer
parte do território nacional, eliminando entraves burocráticos. Para os
consumidores, é uma garantia de qualidade, com a segurança de que a produção é
artesanal e respeita as boas práticas agropecuárias e sanitárias.
Esta foi a primeira
proposta de legislatura do parlamentar na Câmara, no ano de 2015. “Era a minha
prioridade desde 2015, quando fizemos o que consideramos uma quebra de
paradigma, uma ruptura. O selo ARTE foi uma das grandes reformas que o
parlamento brasileiro entregou”, explica o também vice-presidente da Frente
Parlamentar Agropecuária (FPA).
Para o deputado, a
legislação representa uma mudança de rumos na história das agroindústrias
artesanais. “Nossos produtores viviam presos em uma legislação antiga que colocava
os nossos queijos, embutidos e tantos outros produtos artesanais na
clandestinidade. Um crime no rural brasileiro, que tanto precisa e merece
atenção dos nossos governantes, dada a sua importância. A fiscalização, que
seguia parâmetros industriais e impedia o crescimento das agroindústrias, agora
respeitará as tradições e os métodos de produção artesanais e permitirá a
expansão desse tipo de empreendedorismo”.
Saiba mais sobre o selo ARTE
O selo ARTE é a
realização de um antigo sonho de produtores artesanais de todo o Brasil. Ele
vai permitir que produtos como queijos, embutidos, pescados e mel possam ser
vendidos livremente em qualquer parte do território nacional, eliminando
entraves burocráticos. Para os consumidores, será uma garantia de qualidade,
com a segurança de que a produção é artesanal e respeita as boas práticas
agropecuárias e sanitárias.
Este é, portanto,
um momento histórico, há muito esperado pelos pequenos produtores! A estimativa
é que somente na produção de queijos artesanais cerca de 170 mil deles sejam
beneficiados. Muitas delícias hoje restritas a regiões do país passarão a ser
encontradas em lojas e mercados de muitos estados.
A Lei n° 13.680, de
14 de junho de 2018, determina que os produtos sejam submetidos à inspeção dos
órgãos sanitários dos estados e do Distrito Federal. O produto artesanal será
identificado, em todo o país, por um selo único com a indicação ARTE.
O que é um produto de origem animal artesanal?
São todos os
elaborados com predominância de matérias-primas de origem animal, a partir de
técnicas prioritariamente manuais e por quem tenha o domínio integral do
processo. Os alimentos, que serão submetidos ao controle do serviço de inspeção
oficial, devem ter fabricação individualizada e genuína, que mantenha a
singularidade e as características tradicionais, culturais ou regionais, sendo
devidamente identificados com o selo ARTE.
Características dos produtos alimentícios
identificados com o selo ARTE
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As matérias-primas de origem animal são
produzidas na propriedade onde se localiza a unidade de processamento ou têm
origem determinada;
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Os procedimentos de fabricação são
predominantemente manuais;
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Boas práticas de fabricação são adotadas
para garantir a produção de alimento seguro ao consumidor;
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Boas práticas agropecuárias são adotadas na
unidade de produção de matéria-prima e nas unidades de origem, contemplando
sistemas de produção sustentáveis;
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O produto é caracterizado pela fabricação
individualizada e genuína, podendo existir variabilidade sensorial entre os
lotes;
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O
uso de ingredientes industrializados é restrito ao mínimo indispensável por
razão de segurança, não sendo permitida a adição de corantes e aromatizantes
artificiais;
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A
composição e o processamento seguem receitas e técnicas tradicionais;
Vantagens da utilização do selo ARTE
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Comercialização interestadual de produtos;
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Diminuição da burocracia para registro e
comercialização;
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Inspeção e
fiscalização de natureza prioritariamente orientadora;
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Fácil identificação e reconhecimento por
meio do selo único com a denominação ARTE.