“Potencializar a educação” é um dos objetivos das Escolas Cívico-Militares disse o diretor Gilson Oliveira durante live

Como funciona a ação do Governo Federal para implantar as Escolas Cívico-Militares, foi o tema do ao vivo.

Levar mais agilidade e eficiência para as escolas são alguns dos objetivos do Ministério da Educação ao implantar o modelo de Escola Cívico-Militar nos municípios interessados. O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara Evair de Melo realizou um ao vivo na noite desta terça-feira (17), para conversar com o Diretor de Políticas para Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação Gilson Passos de Oliveira.

A live foi proposta para desmistificar as falsas notícias que abordam as escolas e levar esclarecimento aos pais, alunos, professores e demais cidadãos. Durante a conversa, Gilson Passos esclareceu que as salas de aula pertencem aos professores e alunos e somente a área administrativa seria orquestrada por Militares.

O Ministério da Educação tinha por meta implantar 54 escolas ao ano, porém o diretor de Políticas para Escolas Cívico-Militares estima que esse número seja maior.

O modelo tem o objetivo de melhorar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas e se baseia no alto nível dos colégios militares do Exército, das Polícias e dos Corpos de Bombeiros Militares.

Confira as perguntas feitas pelo deputado Evair de Melo ao diretor Gilson Passos durante live no Youtube e Facebook:

1)      [Evair de Melo]: Diretor, sabemos que o governo Bolsonaro teve início em 2019, porém, as Escolas Cívico-Militares já existiam anteriormente a isso. Trouxe esse tema de início para as pessoas entenderem que não é uma imposição do governo federal, mas na verdade as escolas já eram algo recorrente em alguns estados brasileiros e pelo governo Bolsonaro acreditar nessa metodologia, trouxe então, esse conceito para o Ministério da Educação (MEC), é exatamente isso?

[Gilson Passos] R: Isso mesmo. Para que todos tenham ciência, antes da implementação desse projeto no MEC, já existiam pouco mais de 200 Escolas Cívico-Militares no Brasil. E o que aconteceu a partir daí, foi a introdução do programa com base nos bons resultados encontrados nas escolas já existentes e hoje, temos um pouco mais de 250 escolas com esse modelo.

 

2)      [Evair de Melo]: Em que se resume o conceito de Escola Cívico-Militar?

[Gilson Passos] R: Dentro desse universo de mais de 250 escolas implantadas, nós temos que entender que existem diferenças de gestão entre elas, então, vou me direcionar ao modelo que o MEC vem construindo. O modelo implantado pelo MEC tem uma forma peculiar de gestão Cívico-Militar que difere um pouco das demais, embora todas elas existam uma participação de Militares e de educadores no processo. O MEC se caracteriza por uma busca de excelência da gestão em três áreas: 1 – na área administrativa; 2 – na área didático pedagógica; 3 – e na área educacional. Temos, dentro do nosso programa, a identificação das principais ações dentro dessas três áreas e implementamos ações no sentido de que essas três áreas possam se auto aperfeiçoar e venham a alcançar níveis de excelência que nós queremos. Porém, um aspecto que é fundamental entender e que faço questão de ressaltar para o seu eleitorado, é de que o Militar tem uma participação na gestão da escola e não trabalha em sala de aula. Então, a responsabilidade pela formação educacional do aluno compete aos professores, aos coordenadores pedagógicos, aos educadores e cabe a eles essa participação e esse trabalho na aprendizagem. Em resumo, podemos dizer o seguinte, deputado: o Militar não entra na sala de aula!  

 

3)      [Evair de Melo]: Para reforçar o entendimento Diretor, quando é administrativo qual a contribuição que o Militar ou a disciplina Militar leva para a gestão administrativa do colégio ou da escola? Como ele interage com o modelo existente, qual é a contribuição?

[Gilson Passos] R: A parte administrativa é uma área bem conhecida por todos, ela envolve a parte da gestão financeira, a  parte patrimonial da escola e que o Militar, nesse modelo, irá contribuir na execução de um planejamento estratégico para que a escola identifique quais são os pontos que deve melhorar, quais os problemas maiores que ela tem de infraestrutura, qual a estratégia que ela pode fazer para a melhoria, seja na aplicação de recursos, seja na implementação de ações administrativas que permitam a escola melhorar a sua realidade. Então, esse planejamento estratégico está sendo realizado, muitas escolas não têm formação para que essa ação seja feita e o Militar está contribuindo com assessoramento para que esse planejamento estratégico seja feito. Até o momento, nós já fizemos a primeira parte que é a identificação da realidade dessas escolas, desde o ponto de partida de onde elas se encontram e, em breve,  ainda este ano, iremos iniciar uma segunda fase do planejamento estratégico que aponta quais as ações devem ser feitas para a melhoria daquela infraestrutura, então, essa é a contribuição administrativa e também no gerenciamento dos gastos e da aplicação dos recursos públicos dentro dessa escola.   

[Evair de Melo]: Vale lembrar que a ferramenta estratégica usada por muitos, não apenas em escolas, mas também  em empresas que a utilizam com frequência, vem de ferramentas muito utilizadas por Militares. Digo isso para desmistificar e reforçar que a Academia Militar tem uma contribuição construtiva tanto com a sociedade organizada privada, quanto com  as empresas públicas. Se você é de uma escola, empresa, prefeitura, de um estado e, em algum momento participou de uma ferramenta chamada planejamento estratégico, metas por resultados, isso veio da Academia Militar .

4)      [Evair de Melo]: O senhor nos disse um pouco sobre a parte administrativa, agora vamos falar sobre a parte didático-pedagógica. Qual a contribuição a ser levada para essa área?

[Gilson Passos] R: Ela tem por objetivo potencializar determinadas áreas existentes no processo de ensino e aprendizagem que, na verdade, nos inspiramos nos colégios militares que já existem, tanto das Forças Armadas, quanto das Polícias Militares e Corpo de Bombeiro, então, essa parte pedagógica na verdade é mais uma potencialização de algumas áreas que são fundamentais para o desenvolvimento da escola como um todo. Por exemplo: ela busca ações para potencializar algumas áreas que gravitam em torno do processo de aprendizagem que são fundamentais para eles, como a parte de psicopedagogia, a parte de supervisão escolar de forma que identifique se aquilo que está sendo ensinado em sala de aula é realmente o que foi planejado. A parte de apoio pedagógico tem por objetivo a melhoria do desempenho daqueles alunos com dificuldade e a parte de avaliação educacional, é a parte que tem por objetivo verificar se as avaliações que os alunos são submetidos, de fato, identificam os pontos curriculares que devem ser alvo da aprendizagem, essa seria a contribuição. Não é uma parte atuante dentro da sala de aula, mas uma parte que envolve esse entorno e contribui na melhoria do ensino como um todo. Os militares não irão interferir na sala de aula, quem administra a sala é o professor. O Ministro Milton Ribeiro nos deu a orientação de que as medidas possam valorizar sempre mais e mais o professor. O professor tem que de fato ensinar, tem que possuir um ambiente na sala de aula que contribua com esse aprendizado. Então, nosso intuito é ir de encontro com a valorização do profissional de educação, para que a escola esteja em melhores condições de infraestrutura, planejamento, tudo o que está em torno da sala de aula, mas que valoriza o desempenho e reconhecimento da importância do professor e do trabalho dele em prol para os alunos.    

[Evair de Melo]: Então, é criar um ambiente que potencialize ao máximo a capacidade de uma melhoria aos professores, valorizando seu ensino e para que o aluno tenha um ambiente adequado para conseguir absorver esse ensinamento e reproduzir conhecimento naturalmente.

Confira a live completa: