Projeto Biomas é referência em pesquisa e preservação florestal em propriedades rurais

Projeto é referência em pesquisa e preservação florestal em propriedades rurais

Foto: Incaper


“Preservar produzindo e produzir preservando”. Essa é a expressão utilizada pela bióloga do Incaper, Fabiana Ruas, para descrever o desafio do Projeto Biomas na conscientização dos produtores sobre a importância da preservação ambiental em propriedades rurais. O projeto completa nove anos de existência em 2018. 


O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) foi presidente do Incaper, instituição parceira do Biomas, e do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), sendo um dos principais apoiadores do Projeto Biomas, auxiliando na sua viabilização no ano de 2010. O parlamentar parabenizou a iniciativa por promover sustentabilidade e contribuir na área de pesquisa agrícola e florestal em todo o Brasil.


“O Projeto Biomas está mudando a mentalidade de muitos produtores agrícolas, mostrando que preservar não é prejuízo, mas é responsabilidade ambiental aliada à pesquisa e à oportunidade de gerar renda e empregos para o nosso povo e nossa gente”, destacou Evair.


Coordenadora do projeto, que é sediado no Espírito Santo e resultado da parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Embrapa, Fabiana conta que os dois primeiros anos foram de intensos planejamentos das ações para que, em 2013, fossem dados os passos iniciais no trabalho de pesquisas e plantios. “Hoje, o Projeto Biomas tem cerca de 32 instituições de pesquisa atuando na área da Mata Atlântica aqui no estado, sem falar que atuamos nos outros cinco biomas do país”.


A iniciativa


O Projeto Biomas cumpre dois importantes papéis na preservação dos sistemas agroflorestais. Em primeiro lugar, nas pesquisas e testes realizados pelo instituto, que facilitam o trabalho do produtor; e em um segundo momento conscientiza os produtores sobre a preservação florestal e fazer dela uma fonte de renda sustentável ao mesmo tempo.


“Nós trazemos para a pesquisa científica aquilo que muitos agricultores familiares já realizam, que é aliar a produção agrícola com a preservação ambiental em um mesmo terreno. Além disso, isso gera um cenário bem mais sustentável ao agricultor que pode preservar água, os lençóis freáticos e, consequentemente, ter terras mais férteis para continuar cultivando”, explicou Fabiana.


Desta forma, nos últimos cinco anos o Projeto Biomas se expandiu, promovendo eventos de capacitação, pesquisas científicas cada vez mais avançadas, como um estudo de Bancos Genéticos, e quebrando paradigmas. Fabiana também cita como exemplo de testes o consórcio entre seringueira e café, a qual foi feita a inserção da árvore na propriedade rural e a verificação do comportamento de clones de café com e sem a presença e o sombreamento da seringueira.


“Hoje, nós conseguimos dar respostas aos produtores rurais sobre quais são as pragas que podem interferir em sua propriedade a partir de um consórcio, como controlá-las, em qual condição de solo pode ser plantado um determinado vegetal, entre outras dúvidas. Acima de tudo, conseguimos mostrar que é possível preservar produzindo e produzir preservando”, frisou Fabiana.


A fazenda experimental do Projeto Biomas/Mata Atlântica aqui no Espírito Santo fica na propriedade do Sr. Silvestre Milanesi, na divisa entre os municípios de Sooretama e Linhares.