A Câmara dos
Deputados aprovou, nesta terça-feira (27) o Projeto de Lei 2452/2011, que
considera as vaquejadas como prática desportiva formal. O texto, de autoria do
deputado Efraim Filho (DEM/PB), dispõe sobre a prática como evento público de
competição, em duplas, com montarias de domínio sobre bovinos, no qual é
julgada a habilidade do atleta em dominar o animal com destreza e perícia.
Entre as medidas do
projeto, estão a proteção à saúde e integridade física dos animais durante
todas as etapas do evento, incluindo o transporte do local de origem, a
chegada, recebimento, acomodação, alimentação, trato, manejo e montaria. Além
disso, o local destinado à realização de vaquejada deverá ser planejado e
mensurado a fim de garantir a segurança do atleta vaqueiro e dos animais em
competição. O texto ainda prevê que a vaquejada poderá ser organizada e praticada
em duas modalidades: amadora e profissional.
Evair de Melo,
deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, é um importante apoiador da
medida. Em discurso realizado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Responsável, o parlamentar reafirmou a importância cultural da prática e a
necessidade de aprovação do projeto. “O texto é extraordinário. Tem uma relação
de responsabilidade técnica e é acima de tudo o respeito às tradições, culturas
e valores de um povo que precisam ser, sim, reconhecidos e respeitados”.
Hoje, no Brasil,
centenas de eventos de vaquejadas são realizados anualmente em todo o
território nacional. A prática é a atração principal de grandes festas
populares, sendo uma manifestação cultural com mais de cem anos de tradição.
Esses eventos não são apenas recreativos, mas também profissionais — por isso,
é necessário garantir a total segurança do público, atletas e animais
participantes.
Regulamentação das vaquejadas
Antes da aprovação
como prática desportiva formal, as vaquejadas foram regularizadas através da
aprovação da Lei 13873/19. Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, o texto
também regulamenta os rodeios, outra importante manifestação cultural do
interior do país. A Lei também estabeleceu o dia 04 de outubro como o Dia
Nacional do Rodeio.
Para Evair de Melo,
regulamentar práticas culturais como estas significa respeitar tradições e
gerar mais emprego e renda para a população da área rural. “Essa é uma prática
esportiva e cultural importante, gerando emprego e renda em todo o Brasil. Não
permitimos que fosse criminalizada. Continuaremos trabalhando para que essas
atividades sejam um grande campo de oportunidades para os brasileiros e, em
especial para os capixabas”, afirma.