A fragilidade fiscal, agravada
pela pandemia do novo coronavírus, e as incertezas econômicas do cenário
pós-covid, reacendeu a necessidade urgente da reforma tributária. Para
lançamento de novo projeto, o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do
Espírito Santo (IBEF-ES), promoveu neste sábado (29) um evento online, gratuito
e aberto ao público, com o tema “Os Impactos da Reforma Tributária no ES e no
Brasil Pós Pandemia”.
A abertura do evento foi feita
pelo presidente do IBEF-ES Alessandro Dadalto e pelo ibefiano Mateus Machado,
que vai coordenar o novo segmento lançado pelo instituto. Alessandro destacou a
importância do tema e convidou a todos para conhecerem o CFO Meeting, uma comunidade
exclusiva para os diretores financeiros das mais relevantes empresas capixabas que
tem como objetivo a troca de experiências para melhoria do ambiente de negócios
capixaba.
Logo em seguida, o deputado
federal do Espírito Santo, Felipe Rigoni (PSB-ES), abriu o painel apresentando
o cenário político atual e a importância da Reforma Tributária para o Brasil e
o ES. “A grande questão com esse debate que está acontecendo no momento, é
entender qual o consenso mínimo que existe entre as mais variadas reformas
tributárias que estão em discussão dentro do Congresso Nacional. Nosso desafio
é explicar como vamos concretizar os benefícios de uma reforma tributária. Hoje
os impostos brasileiros são uma colcha de retalhos. A simplificação tributária
é de extrema importância para o PIB brasileiro e tem um efeito muito relevante
nas contas públicas”, explica.
O segundo bloco foi um painel
sobre as diferentes propostas e os impactos da Reforma Tributária em discussão
no Brasil. O debate foi realizado sob moderação da economista-chefe do banco
Santander, Ana Paula Vescovi.
A Assessora Especial do Ministro
da Economia e representante da Reforma do governo, Vanessa Canado, diz que “agora
a única estratégia é colaborar esclarecendo o tema, os potenciais de
crescimento e as nossas escolhas nessa legislação, para que a sociedade decida
se está madura ou não para uma reforma ampla”.
Por sua vez, o diretor do Centro
de Cidadania Fiscal e Mentor da proposta da Reforma Tributária (PEC 45/2019),
Bernard Appy, considera o momento propício para a aprovação de uma reforma
tributária e defende uma mudança mais ampla na tributação do país. “A reforma
tributária tem um impacto muito grande no potencial de crescimento do país.
Além de reduzir a dívida bruta do governo, aumentaria o PIB brasileiro. Todo
mundo ganha, os consumidores terão maior renda, os empresários, maior lucro, e
os entes da federação maior receita. Se existe clima político para fazer uma
reforma ampla, cujo impacto sobre o crescimento é monumental, por que fazer uma
reforma mais restrita se o impacto é claramente menor?”, questionou.
O ex-deputado federal e autor do
texto que deu origem à PEC de reforma tributária do Senado, Luiz Carlos Hauly,
afirma que “precisamos acabar com este manicômio tributário e simplificar a
arrecadação. Vai viabilizar as empresas, os empregos, o poder aquisitivo e
fazer o Brasil voltar a crescer”.
Em seguida, nas considerações
finais do terceiro bloco, o deputado federal pelo ES e vice-líder do governo
federal na Câmara, Evair de Melo, falou da importância da reforma sob o ponto
de vista do governo federal e do parlamento. “Naturalmente vamos avançar com
muitas reformas que são necessárias, o sistema tributário é uma ferramenta
importante na tomada de decisão. Vamos trabalhar para que as propostas do
governo tramitem bem na Câmera”.
O secretário da Fazenda do ES,
Rogelio Pegoretti, representando o governo capixaba, falou dos efeitos das
Reformas propostas para o Estado. “Para estarmos preparados, o governo do ES
tem acompanhado de perto a reforma tributária e já estamos adotando uma série
de medidas. Ainda no ano passado, criamos um fundo de infraestrutura que já tem
disponível mais de R$1 bi para investimentos. Além disso, criamos o Fundo Soberano,
que já acumula uma poupança de R$ 300 mi em que poupamos 40% dos royalties e
15% das participações especiais, que será aplicado no mercado de capitais para
gerar rendimento financeiro e outra parte em investimento de empresas, que por
sua vez, irão investir no Estado”.
O debate do IBEF-ES lançou o novo
segmento do instituto: o CFO Meeting. Para participar da iniciativa, basta
acessar o link https://site.ibefes.org.br/inscricoescfomeeting/.