Subcomissão do Leite inicia trabalhos na Câmara em 2021

Membro da Subleite e interlocutor de políticas públicas ligadas ao setor, Evair tem forte atuação sobre o tema

A cadeia produtiva do leite é uma das principais atividades econômicas do Brasil, responsável pela geração de emprego e renda para milhões de cidadãos. Segundo a Embrapa, o  setor — presente em quase todos os municípios brasileiros  — atingiu em 2019 o valor bruto de quase R$35 bilhões na produção primária, o sétimo maior entre os produtos agropecuários nacionais. Nas últimas duas décadas, a produção de leite registrou um aumento produtivo de 80%, através da otimização da produtividade em rebanho.

 

Para acompanhar, avaliar e propor medidas sobre a produção de leite no mercado nacional, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados criou a Subleite, subcomissão permanente que discute políticas de fomento e proteção relacionadas à pasta. Evair de Melo, deputado federal, vice-líder do governo na Câmara e membro da CAPADR, tem atuado efetivamente em ações ligadas ao setor, sendo também membro titular da Subleite.

 

Nesta sexta-feira, 28 de maio, a Subcomissão do Leite reiniciou seus trabalhos na Câmara. Durante a reunião, o deputado federal Alceu Moreira assumiu a presidência da Subleite e projetou futuras audiências do grupo de trabalho, a iniciar por agendas no estado de Minas Gerais e visitas a Embrapa, importante órgão de pesquisa ligado ao setor.

 

Histórico de atuação de Evair de Melo na cadeia produtiva de leite

 

Grande defensor do setor lácteo, Evair de Melo tem atuado de maneira efetiva para o fomento, desenvolvimento e expansão da cadeia produtiva de leite no Brasil. O parlamentar é autor do Projeto de Lei 9.044/17, proposta aprovada por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça em outubro de 2018. O texto inclui  o leite in natura, em pó e em soro na lista de produtos agropecuários a terem suas importações restringidas em caso de países que não possuem normas de proteção do meio ambiente tão rígidas quanto a do Brasil.

 

Na ocasião, Evair de Melo reafirmou a importância do projeto para uma concorrência justa no setor, que beneficia os produtores brasileiros. “Essa aprovação é fruto de um trabalho sério na defesa dos produtores que superam desafios todos os dias para garantir alimentos de qualidade em nossas mesas. Quem quiser importar o leite para o Brasil, tem que cumprir as nossas legislações ambientais e trabalhistas que, aí sim, vamos discutir com ciência, tecnologia e produtividade de forma a recuperarmos a renda do leite para o país”, explicou.

 

"Desde o meu primeiro mandato, tenho os setores agropecuários como grande parte de minhas prioridades. Venho lutando para fortalecer cada vez mais a produção local e, acima de tudo, levar mais dignidade, renda, desenvolvimento e oportunidades para o nosso campo, incluindo o setor do leite". O deputado também atuou para garantir a manutenção da taxa de importação do produto vindo da União Europeia, garantindo a competitividade dos produtores brasileiros em relação ao mercado externo.  A medida possui consequências diretas no preço pago ao produtor. Caso haja uma recuperação de, por exemplo, R$ 0,30 centavos por litro de leite, o resultado é uma injeção de aproximadamente R$ 150 milhões, por ano, somente na economia capixaba. O anúncio ocorreu após audiência da Comissão de Agricultura da Câmara realizada em setembro de 2017, resultado da solicitação de Evair de Melo para analisar os critérios econômicos adotados pelo Governo Federal para autorizar a importação e os impactos dessas políticas na cadeia produtiva.

 

O parlamentar também tem participado ativamente de debates sobre o fortalecimento do setor durante a pandemia do novo coronavírus. Em maio deste ano, durante audiência pública da CAPADR, o deputado frisou a importância em reunir forças para reformular o setor e trazer melhorias para os produtores e consumidores. “Nós precisamos ter uma mudança de postura no setor produtivo, nos modos de produção e na agregação de valor. Temos que investir cada vez mais em regras sanitárias no processamento, desburocratizando e aperfeiçoando o nosso selo ARTE, que foi um grande avanço, mas não é a resposta para nossos problemas. Precisamos ainda incorporar a pesquisa, trazendo modos inovadores para tornar a produção mais barata, mas sem perder a qualidade”, delacrou.