Ampliar cuidados e atendimentos é o objetivo do Ministério
da Saúde ao anunciar o investimento de R$221 milhões no tratamento de doenças
crônicas não transmissíveis. O atendimento será feito pelo Sistema Único de
Saúde (SUS) durante a pandemia da Covid-19. O incentivo financeiro federal foi
instituído na Portaria Nº 2.994,
publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Do montante destinado, mais de R$4.2 milhões são para o
estado do Espírito Santo. No ano de 2019 a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa),
divulgou que cerca de 270 mil pessoas em todo o Espirito Santo, possuem
diabetes e, no ano de 2018, foi feito um levantamento pela secretaria revelando
que 25% e 30% dos capixabas são hipertensos. Já o número de pessoas acima do
peso no Espírito Santo, passa de 700 mil, segundo o próprio Ministério da
Saúde.
“As ações tomadas pelo governo federal por meio do SUS, nos
indicam a preocupação e o cuidado que devemos ter com nossa saúde. O atual
governo não deixa ninguém para trás, zelando sempre pela população brasileira,
com todo empenho e dedicação, principalmente à saúde ”, comemorou o deputado
federal e vice-líder do governo na Câmara, Evair de Melo.
O objetivo é fortalecer o atendimento na Atenção Primária em
Saúde (APS) para pacientes com diabetes mellitus, hipertensão arterial
sistêmica e obesidade, por meio da identificação e do cadastro desses usuários,
da priorização na assistência terapêutica e da promoção da saúde nas
comunidades. Para isso, o Ministério da Saúde elaborou documentos que orientam
gestores e profissionais de saúde na organização do cuidado a esses pacientes.
Os recursos também são voltados para prevenção da
transmissão do novo coronavírus e priorização do atendimento para esses
pacientes, por conta do risco maior de agravamento dos sintomas da doença e do
aumento das chances de complicações.
O incentivo financeiro será transferido em parcela única e o
valor depende da carga horária da unidade de saúde e do número de equipes
disponíveis:
R$ 4.750,00 por equipe de Saúde da Família (eSF);
R$ 2.375,00 por equipe de Atenção Primária - Modalidade I
20h; e
R$ 3.562,50 por equipe de Atenção Primária - Modalidade II
30h.
Confira os valores para os municípios capixabas
ORIENTAÇÕES
O Ministério da Saúde preparou um manual para que gestores e
profissionais de saúde possam organizar o cuidado de pacientes com doenças
crônicas na Atenção Primária à Saúde. O documento reorganiza o processo de
trabalho no contexto da pandemia da Covid-19, com orientações sobre
estratificação de risco, frequência e organização dos atendimentos, acesso a
medicamentos e informações sobre autocuidado. Acesse o manual aqui.
Além disso, a pasta também elaborou o Instrutivo Gestor:
documento que orienta gestores sobre a utilização do incentivo financeiro
federal para atenção às pessoas com obesidade, diabetes e hipertensão no âmbito
da Atenção Primária nos municípios.
DADOS
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), agravos
como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias
crônicas são responsáveis por cerca de 70% das mortes em todo o mundo. A cada
ano, em torno de 15 milhões de pessoas entre 30 e 69 anos são vítimas dessas
doenças.
No Brasil, as doenças cardiovasculares representam a
principal causa de óbito e estão associadas a hipertensão arterial sistêmica,
diabetes mellitus, excesso de peso e obesidade e fatores de risco como
alimentação inadequada, inatividade física, álcool e tabagismo. Em 2018,
doenças crônicas não transmissíveis foram responsáveis por 57% de todas as
mortes ocorridas no país.
De 2006 a 2019, a prevalência de excesso de peso em adultos no
Brasil aumentou de 42,6% para 55,4%. E a prevalência de obesidade cresceu de
11,8% para 20,3%.
*Com informações: Ministério da Saúde, Secretária Estadual
da Saúde (ES)