Medida vai permitir realização
da obra com mecanismo de investimento cruzado
O Tribunal de Contas da União autorizou a renovação antecipada dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), ambas administradas pela Vale S/A. Com isso, será possível implementar a construção do trecho ferroviário entre Cariacica e Anchieta, no Espírito Santo.
Os novos contratos, mais
modernos e alinhados aos interesses públicos, preveem investimentos de R$ 21
bilhões, sendo R$ 8,5 bilhões na EFVM e R$ 9,8 bilhões na EFC, além do uso do
mecanismo de investimento cruzado, que permite usar parte do valor de outorga
para a construção de novas ferrovias do Estado com investimento privado. O
contrato que venceria em 2027, agora tem prazo para até o ano de 2057.
“A notícia chega com muita
alegria para nós que lutamos diariamente para destravar esses impassem que
tanto prejudicam o desenvolvimento do nosso Estado. Essa obra é importante não
somente para o Espírito Santo, mas para todo o Brasil. O novo trecho trará muitos
benefícios especialmente para o agronegócio. A medida vai permitir realização
da obra com mecanismo de investimento cruzado. Mais uma boa notícia para a
infraestrutura e logística capixaba”, explicou
o deputado federal Evair de Melo e finalizou dizendo, “Seguimos firmes e
atuantes na luta para destravar os impasses que impedem nosso desenvolvimento
econômico, a geração de emprego renda e dignidade para os brasileiros e em
especial aos capixabas”.
O aditivo ao contrato também
prevê a construção de um trecho ferroviário entre Cariacica e Anchieta, no
Espírito Santo, viabilizando a operação no porto de Ubu. O Estado ainda
pretende utilizar parte do valor arrecadado para a compra de material a ser
utilizado na Ferrovia Oeste-Leste (FIOL), na Bahia.
Ao todo, R$ 2,73 bilhões serão
destinados à construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) entre
Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT). Esse trecho irá escoar a produção de grãos
(soja e milho) do Vale do Araguaia, uma das maiores produtoras de soja do
Brasil, até a Ferrovia Norte-Sul, criando acesso aos principais portos do país.
"É a consolidação de uma
solução inovadora de fazer ferrovia no Brasil sem a utilização de recursos
públicos. O investimento cruzado, utilizando outorgas de concessões
ferroviárias, é uma das principais estratégias do Governo Federal para dobrar a
participação desse modo na matriz de transportes nacional. Estamos mostrando
que a restrição orçamentária não será um impeditivo para desenvolvermos a
infraestrutura do país", comentou o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.
Para aquisição de frota das
duas ferrovias, serão destinados R$ 2,8 bilhões e outros R$ 600 milhões serão
reservados para obras de conflito urbano em 55 municípios. Além disso, R$ 11,3
bilhões serão investidos na manutenção da operação. O valor a ser pago pela
Vale em outorga ao poder concedente será de cerca de R$ 2,2 bilhões por ambas
as ferrovias.
Os estudos também apontam os
benefícios socioeconômicos com a renovação dos contratos. Eles serão na ordem
de R$ 1,7 bilhão referentes à redução no custo de fretes e de custos externos
de acidentes e ambientais. A realização dos investimentos previstos trará cerca
de R$ 287 milhões aos cofres públicos, mediante arrecadação de tributos para os
próximos seis anos. Além disso, é esperada a geração de 65 mil empregos. O
prazo da renovação do contrato é de 30 anos.
A EFC e EFVM são consideradas
as duas ferrovias mais seguras do país, com os menores índices de acidentes, e
ocupam os dois primeiros lugares no Índice de Desempenho Ambiental Ferrovias,
segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Com Informações: Ministério da
Infraestrutura