“Ninguém fica para trás” é o lema do governo federal. Foi
lançado na manhã desta quarta-feira (16) o plano nacional de imunização contra
Covid-19. A previsão é de que a vacinação tenha início em até cinco dias após
autorização da ANVISA, tendo a imunização completa em 16 meses no Brasil.
Dos 16 meses propostos, os quatro primeiros serão para os
grupos prioritários e em seguida 12 meses para imunizar toda a população
brasileira.
O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara Evair
de Melo participou da solenidade e comemorou a ação. “Cada dia que passa o
governo Bolsonaro tem mostrado seu compromisso com o cidadão brasileiro. O
plano serviu para desmentir todos que desacreditam na atual gestão, mostrando o
zelo que o governo federal possui com os brasileiros. Teremos vacina para
todos, de graça e com critérios técnicos rigorosos. Tudo isso só será possível
porque cuidamos das pessoas e da economia”, declarou o parlamentar.
Inicialmente, o plano leva em conta apenas a vacina
desenvolvida em parceria da Universidade de Oxford com o laboratório
AstraZeneca. O Brasil tem acordo para receber 100 milhões de doses dessa vacina
até julho. No segundo semestre, a previsão é de que a Fiocruz, parceira de
Oxford e da AstraZeneca, produza 160 milhões de doses.
Vacina
O primeiro grupo prioritário, a ser vacinado na fase 1, é
formado por trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais
(4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade
acima de 18 anos (410 mil). A fase 2 é formada por pessoas de 70 a 74 anos
(5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09
milhões).
Na fase 3, a previsão é vacinar 12,66 milhões de pessoas
acima dos 18 anos que tenham as seguintes comorbidades: hipertensão de difícil
controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal,
doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de
órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a
40).
Na fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico
ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e
funcionários do sistema prisional (144 mil). O Ministério da Saúde pondera, no
documento, que os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser
alterados.
Logística
Para operacionalizar a campanha nacional de vacinação, o
plano do governo prevê capacitação dos profissionais de saúde do Sistema Único
de Saúde (SUS) e também um esquema de recebimento, armazenamento, expedição e
distribuição dos insumos, que são o próprio imunizante, além das seringas e
agulhas.
O principal complexo logístico será a partir do aeroporto
internacional de Guarulhos (SP), na sede da empresa VTC Logística, que tem
contrato com o Ministério da Saúde. O galpão da empresa possui 36 mil metros
quadrados nas imediações do aeroporto e conta com ambientes climatizados, como
docas e câmaras frias. Há também estruturas menores em Brasília, Rio de Janeiro
e Recife.
Também está prevista a entrega da carga embalada por modal
rodoviário para Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás,
Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e outras unidades da
federação que fiquem em até 1.400 quilômetros de raio dos centros de
distribuição.
O governo também informa já ter acordos firmados com
companhias aéreas, como Latam e Azul, além de outras empresas de carga aérea,
para o transporte até as capitais da região Norte do país. Pelo plano, a frota
será rastreada 100% por satélite e a segurança do transporte, em determinadas
situações durante o deslocamento, ocorrerá por conta da União.
Orçamento
Ainda de acordo com o plano, o governo federal já
disponibilizou R$ 1,9 bilhão de encomenda tecnológica associada à aquisição de
100,4 milhões de doses de vacina pela AstraZeneca/Fiocruz e R$ 2,5 bilhões para
adesão ao Consórcio Covax Facitity, associado à aquisição de 42 milhões de
doses de vacinas.
Além disso, há outros R$ 177,6 milhões para custeio e
investimento na Rede de Frio, na modernização dos Centros de Referência para
Imunobiológicos Especiais (CRIEs), no fortalecimento e ampliação da vigilância
de síndromes respiratórias.
Também outros R$ 62 milhões foram investidos para aquisição
de mais 300 milhões de seringas e agulhas.
*Com informações: Agência Brasil