Indignação foi o sentimento da Frente Parlamentar do Café
presidida por Emidinho Madeira, da Frente Parlamentar do Cooperativismo
(Freencoop) da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio Internacional e
do Investimento (Frencomex), ambas presididas por Evair de Melo, e da Frente
Parlamentar da Agropecuária (FPA) presidida por Alceu Moreira, ao assistirem, pela
primeira vez, a nova campanha publicitária da marca ENO.
A propaganda apresenta conteúdo equivocado sobre o consumo
do café, levando o público a crer que ele é o causador de azia e má digestão na
protagonista, quando, em verdade, essa bebida possui diversos estudos
científicos que comprovam seus muitos benefícios à saúde humana.
As Frentes Parlamentares enviaram nota conjunta de repúdio
ao presidente do Conselho Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR),
João Luiz Faria Netto
“Como membro da Frente Parlamentar do Café, presidente da
Frencoop e Frencomex e vice-presidente da FPA, nos sentimos prejudicados com o
conteúdo divulgado pela empresa. Solicitamos ao CONAR as mais breves
providências para interrupção da veiculação da propaganda do "Novo Leite
de Magnésia ENO", cumprindo o papel do Conselho em regular o setor”,
declarou o deputado federal Evair de Melo.
De acordo com estudos da School of Public Health, ligada à
Universidade de Harvard, diversos artigos apontam potenciais benefícios à saúde
humana associado ao consumo cotidiano de café, para citar alguns: menor
desenvolvimento de câncer; controle nos níveis de açúcar no sangue,
consequentemente menor risco de desenvolver diabetes tipo 2; e estímulo à
produção de antioxidantes associados ao combate do estresse.
Cabe também ressaltar o artigo científico “Benefícios do
café na saúde: mito ou realidade?”, em que as pesquisadoras ressaltam não haver
relação entre o consumo de café e o desenvolvimento de úlceras. Portanto, o
argumento central da campanha publicitária é difamatório ao consumo de uma
bebida nacional de tamanha importância como é o café.
CAFÉ
Quanto a importância do café para o Brasil: o país é o maior
produtor e exportador e segundo maior consumidor de café do mundo. A cadeia
produtiva do café é sustentada por 308 mil produtores (78% da agricultura
familiar) e suas cooperativas de produção, têm sido responsáveis pela geração,
ao ano, de US$ 5 bilhões a US$ 7 bilhões em vendas externas, 8,4 milhões de
postos de trabalho e de até R$ 25 bilhões de renda no campo, em 1.983
municípios cafeicultores.